Percebo-te ali
Te compreendo em silêncio
De ti vejo forte reflexo
Que fere meus sentidos tornando-me mais forte
Provando a mim quem sou
Fere-me, mas não por ser espelho, pois espelho não é.
É o reflexo do mais forte escudo, com o qual te proteges da verdade
Essa mesma que te busca e te persegue.
Uma vez, é você, seus olhos, agora parecem inimigos teus.
Traindo-te, quando te mostram o meu olhar, em busca da verdade
Desviando sua atenção ao cruzar alguém, e este alguém sou eu.
Olhos nos olhos
São segundos, uma oportunidade.
Sim, você se pergunta - O que há?
E você mesmo se responde
Reconhecendo na profundidade do teu ser
A tua verdadeira verdade.
Foges então, desvia o olhar.
Espero
Sei que queres comprovar
Firmo tua resposta muda
E tu voltas-me a olhar
Este olhar
Enigmático e duvidoso
Sofre ao afirmar
Que és na verdade
Aquilo que não queres aceitar
Mais um segundo então
Olha-me novamente
Sinto sede neste olhar
Quão profundo se torna quando queres confessar
Mas o medo então te afoga e te desmente
Romário Guimarães de Sá
viernes, 4 de abril de 2008
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