martes, 15 de abril de 2008

Mais que pensar(14-04-08)

Pensar em você é mais que desejar você.
È mais que lembrar teu nome.
Pensar em você é viajar num mar de sais perfumados.
Onde vejo-te em todos os lados,
Onde estendo meus braços, mas não consigo te tocar.

As vezes acredito que pensar em você é algo sublime.
Que você é uma criação única da divindade
Que é diferente em todas as qualidades
Que mais que um pequeno ser humano
Esta voltado para minha realidade
Transformando a paz da minha normalidade
Em algo mais que uma simples tranqüilidade.

Perturbo-me as vezes quando busco em ti certas verdades,
Quando tento encontrar a realidade,
Pensando que ela me trará a felicidade
De enxergar em teu corpo a claridade
E mergulhar na luz da tua súbita vontade...

Por que não posso ser teu cigarro?
Por que não tenho a sorte deste, que pode tocar teus lábios?
Por que não tenho o poder de transformar-me nesta fumaça?
Esta que pode percorrer teu corpo por dentro e por fora
Assim poderia eu avassalar tua carne
E tomar-te inteiramente para mim.

Romário Gimarães de Sá

viernes, 4 de abril de 2008

Cena muda (19/03/2008)

Percebo-te ali
Te compreendo em silêncio
De ti vejo forte reflexo
Que fere meus sentidos tornando-me mais forte
Provando a mim quem sou

Fere-me, mas não por ser espelho, pois espelho não é.
É o reflexo do mais forte escudo, com o qual te proteges da verdade
Essa mesma que te busca e te persegue.

Uma vez, é você, seus olhos, agora parecem inimigos teus.
Traindo-te, quando te mostram o meu olhar, em busca da verdade
Desviando sua atenção ao cruzar alguém, e este alguém sou eu.

Olhos nos olhos
São segundos, uma oportunidade.
Sim, você se pergunta - O que há?
E você mesmo se responde
Reconhecendo na profundidade do teu ser
A tua verdadeira verdade.
Foges então, desvia o olhar.
Espero

Sei que queres comprovar
Firmo tua resposta muda
E tu voltas-me a olhar

Este olhar
Enigmático e duvidoso
Sofre ao afirmar
Que és na verdade
Aquilo que não queres aceitar

Mais um segundo então
Olha-me novamente
Sinto sede neste olhar
Quão profundo se torna quando queres confessar
Mas o medo então te afoga e te desmente

Romário Guimarães de Sá

lunes, 31 de marzo de 2008

Música ruim faz mal a saúde

“Mulher boa é minha mãe, gostosa é minha vizinha, pense numa mulher galinha todos querem lhe traçar...”.

(Música: Mulher boa - Forró Sacode)

O refrão acima é a triste expressão da força da mediocridade no forró brasileiro.

Frases repetitivas e afirmações de baixo teor que vão contra os princípios de respeito para com a sociedade, mostram que o forró regrediu, se fazendo mero jingle de propaganda com o objetivo de fazer as pessoas decorarem tais frases que empobrecem seus vocabulários e ferem a dignidade da mulher, também estimulando o ser humano ao consumo demasiado de bebida alcoólica , ao consumismo, ao liberalismo e a libertinagem, levando assim o ser integral há um desequilíbrio constante, e a viver a margem da sociedade como nos seguintes trechos de uma musica de forró que diz:

“Meu pai paga minha faculdade, eu não quero ser doutor...”

“Eu sou chamado como o rei da putaria...”.

Duplo sentido e depreciações à imagem feminina, são disfarçados em elogios vãos que mantém a sociedade amarrada à discriminação contra a mulher, fazendo com que ainda hoje no século 21, as mulheres tenham menos direitos que os homens, problema que vem sendo arrastado desde os tempos mais remotos e absurdamente até os dias de hoje.

È necessário que valores de real serventia sejam rebuscados e que as pessoas aprendam a apreciar o som dos concertos clássicos e policiem-se a ouvir músicas com letras decentes que as enriqueçam a psique, colaborando com a sua evolução.

Se levarmos em consideração os resultados de pesquisa de física quântica, que nos informa que as ondas sonoras podem modificar a estrutura molecular da água, e que ao ser congelada se fotografada ao microscópio da a possibilidade de vermos as moléculas da água transformadas em forma de cristas após uma sonorização clássica e de moléculas de água submetidas a uma sonorização de musicas pesadas, sem harmonia, e depreciativas que ao contrario das outras ficam desestruturadas, tremidas e desorganizadas em sua forma. Considerando que nosso corpo é composto em 70% por água, compreende-se então que se a água adoece com a música ruim, “70% do nosso corpo” fica em desequilíbrio por causa destas músicas, nos tornando ainda mais passiveis a doenças.

Romário Guimarães de Sá- Acadêmico de jornalismo- FAA-RR



martes, 4 de marzo de 2008

A CARNAVALIZAÇÃO DO BRASIL

Todas as pessoas a partir do seu nascimento passam por uma caracterização cultural e ideológica, onde são pré-determinadas as suas preferências, modo de se vestir, falar, comer; os lugares que vão freqüentar, o tipo de música que vão ouvir, se vão ter religião, qual seguirão, sua visão política e etc.
Todos os dias as pessoas lêem nos jornais noticias desastrosas fruto da irresponsabilidade de alguém, da falta de compromisso, seja de um político que precisa olhar pela população num processo de reeducação civil ou da não atitude de um popular mais instruído que poderia orientar uma e mais pessoas para uma visão mais aberta de responsabilidade social.
A expressão carnavalização, surge a partir da realidade do período carnavalesco, onde um grande índice de acidentes de trânsito acontece na maioria com vitimas fatais, a taxa de natalidade aumenta pela difusão do sexo demasiado, e a AIDS se espalha de maneira assustadora. Essa carnavalização é facilmente percebida, em outros setores da sociedade; na distribuição de renda e no setor trabalhista por exemplo. Existe um abismo social gigantesco, e prejuízos socias, como a exploração do trabalho infantil, e ainda hoje escravização de seres humanos. Todas essas situações são resultadas de anos e anos de um Brasil governado de maneira irresponsável, de uma economia mal estruturada, de sobretaxas e inflações.
É necessário que cidadãos se tornem multiplicadores de uma cultura não carnavalesca, com movimentos em prol da educação e da reabilitação social, que lancem ainda, movimentos revolucionários, que tenham um poder de cobrança política, ajudando a diminuir e acabar o abismo entre ricos e pobres, e não com a distribuição de cestas básicas, mas sim com a não massificação deste povo que merece respeito e que precisa de justiça o mais rápido o possível.